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BNDES revisa pesquisa sobre investimentos para até 2012

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está revisando a sua pesquisa sobre os investimentos de 16 setores para o período de 2009 a 2012. A previsão, que em dezembro do ano passado era de R$ 1,305 trilhão, deve aumentar, embora sem atingir o R$ 1,460 trilhão estimado em agosto, antes da crise global. A estimativa é que o trabalho de revisão seja concluído na segunda quinzena de agosto.

Segundo o economista Fernando Puga, da área de Pesquisa Econômica do BNDES, um dos autores do trabalho de revisão, a elevação decorre, entre outro fatores, da melhora das expectativas para a atividade econômica no País nos próximos meses.

A nova revisão deve ser bastante impactada pela inclusão de projetos de investimentos da Petrobrás, principalmente na exploração da área do pré-sal. Na área de petróleo e gás estavam previstos pelo banco investimentos de R$ 269,7 bilhões nas pesquisas elaboradas em agosto e dezembro do ano passado. Essa previsão, no entanto, foi feita antes do anúncio do novo Plano de Negócios da Petrobrás para o período de 2009 a 2013, que prevê investimento de US$ 174,4 bilhões (cerca de R$ 328 bilhões).

Na parte de ferrovias, onde os números de dezembro apontavam investimentos de R$ 17 bilhões, o levantamento incluirá, pela primeira vez, parte dos recursos necessários para as obras de instalação do Trem da Alta Velocidade (TAV). O novo trem entre Rio, São Paulo e Campinas (SP) tem previsão de começar a circular em 2014, com um investimento total de R$ 34,527 bilhões.

No setor de petroquímica, os investimentos levantados também devem crescer em relação à previsão anterior, de R$ 23,7 bilhões. "Já tivemos confirmação de alguns projetos que estávamos em dúvida se iam sair, mas estão entrando no banco e com o valor revisto para cima", informou Puga, sem citar os casos.

Siderurgia

No caso da siderurgia, a previsão publicada em dezembro era de R$ 24,5 bilhões para projetos datados de 2009 a 2012. Agora está entre R$ 30 bilhões e R$ 32 bilhões, em uma estimativa ainda não oficial do banco.

A projeção de R$ 535,7 bilhões para os investimentos da construção civil até 2012 também pode aumentar. Essa previsão foi feita antes de o programa do governo "Minha Casa, Minha Vida" ser anunciado e com taxas de juros mais altas. De acordo com Puga, o programa deve ter mais efeito sobre os investimentos a partir de meados de 2010 e o crédito imobiliário deve se expandir.

Embora ainda não tenha "dados claros" sobre a indústria de automóveis, Puga disse que o cenário melhorou muito em relação a dezembro. "Agora, todas as montadoras com projetos (no banco) estão com perspectivas de não adiamento", afirmou.

Os setores de mineração e celulose, porém, não animam. Puga vê tendência de adiamento dos investimentos na indústria extrativa mineral. Em relação à celulose, onde houve fusão da Aracruz com a Votorantim Celulose e Papel (VCP), ele lembra que esse tipo de negócio, em geral, leva à redução de investimento.

Números

R$ 269,7 bilhões era a previsão de investimentos para a área de petróleo e gás

R$ 328 bilhões é quanto só a Petrobrás deve investir até 2013

R$ 17 bilhões era a previsão de investimentos em ferrovias, sem contar com o projeto do trem de alta velocidade


FONTE:
O Estado de S.Paulo
 
 

 

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