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Prefeitura de SP prepara pacote de mudanças para setor de transporte
Depois de mexer nas regras dos caminhões e dos ônibus fretados, a Secretaria Municipal dos Transportes (SMT) agora mira nos táxis, na tentativa de dar mais fluidez ao trânsito e aproveitar melhor um meio de transporte considerado "ocioso". Além de promover mudanças na tarifa nas noites de sexta-feira e sábado, há propostas para reduzir o valor nos horários de pico e para algumas alterações operacionais, como criar pontos de táxi móveis, para dar mobilidade aos motoristas.

O secretário Alexandre de Moraes vem realizando há cerca de 15 dias uma série de encontros com os sindicatos da categoria e coordenadores de pontos para discutir as mudanças. Em um dos encontros, o titular da pasta apresentou uma proposta de redução de 20% no valor da tarifa nos horários de pico - das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas - ao presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, Natalício Bezerra. Moraes confirma o encontro e que está estudando mudanças, mas afirma que elas ainda estão em fase de discussão.

"Temos uma frota de 32 mil carros (táxis) que está subutilizada. Então, temos de pensar alguma coisa e estamos pensando. Mas queremos também sugestões de quem está na praça para depois fazer alterações", afirmou o secretário. Moraes diz que, em média, os taxistas fazem atualmente cinco viagens por dia e as mudanças podem dobrar essa quantidade.

Segundo dados da SMT, a cidade de São Paulo tem atualmente a tarifa de táxi mais cara do País. Gastam-se em média R$ 28,70 para uma corrida de 10 quilômetros, quase R$ 10 a mais que no Rio (R$ 19,16). O alto preço é um dos principais motivos apontados para a baixa utilização desse meio. A pesquisa Ibope encomendada pela secretaria apontou que o táxi é somente o sexto meio na preferência da população - apenas 11% dos entrevistados dizem utilizá-lo. Em relação às razões para o não uso, a maioria (56%) respondeu que "é muito caro."

A pesquisa também indagou qual seria a reação da população frente a uma redução na tarifa, seja em determinados horários ou período integral. Se houvesse uma redução de 20% no valor nos picos, 31% dos entrevistados disseram que utilizariam táxis mais vezes, ante 36% que seguiriam usando da mesma forma. A situação seria diferente se houvesse uma redução de 30% no valor: 40% dos entrevistados então utilizariam mais vezes, ante 30% que manteriam a mesma quantidade de vezes. Pelo lado dos taxistas, 55% afirmam que uma redução geral na tarifa não aumentaria a quantidade de passageiros. Quando a diminuição se restringe aos picos, a oposição da categoria é ainda maior, com 62% afirmando que não haverá alteração na demanda.

O consultor de trânsito Jorge Hori diz que uma redução da tarifa provocaria aumento na demanda, mas ressalta que o alto valor é decorrência principalmente dos congestionamentos. Um dos formuladores da política tarifária, há 30 anos, Hori diz que a adoção da "hora parada" - que aumenta o valor toda vez que o taxista circula a menos de R$ 20km/h - foi uma das responsáveis pela tarifa paulistana ser cara.

 BENEFÍCIOS


A SMT analisa se as alterações serão para toda a categoria ou somente para taxistas que optarem por adotá-las, em troca de alguns benefícios. Uma das vantagens a ser oferecida é a preferência para o cadastro em eventos lucrativos, como a Fórmula 1.

FONTE:
O Estado de S. Paulo
 
 

 

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