País precisa avançar em infraestrutura
Fernão Dias: começa hoje cobrança em novo pedágio
Reserva de matrículas de aeronaves pode ser feita pela internet
Mercado de aviação civil cresce 10,8% em julho na AL

Indústria automobilística dispara na gestão Lula

Quando se diz que um teve o mérito, por exemplo, de ser um dos criadores do Plano Real e seu sucessor primou em sedimentar as bases da moeda, sabe-se que os alvos são os presidentes FHC e Lula.

Tanto o sociólogo Fernando Henrique Cardoso quanto o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva brotaram de partidos de esquerda. E ambos estiveram à frente da formação de seus legendas - FHC, pelo PSDB, Lula, na fundação do PT. Outro ponto em comum: foram reeleitos para cumprir mandatos de presidente da República de 8 anos cada.

No setor automotivo, FHC viu, no tempo em que ainda era ministro da Fazenda de Itamar Franco, desabrochar o veículo com motor de 1000 cc, o chamado carro popular, grande estopim para a incorporação de novos contingentes de compradores. De 1994 a 2009 o veículo equipado com motor 1.0 representou 75% do total de automóveis nacionais emplacados.

Lula, no inicio de seu mandato, em 2003, viu surgir o carro flex fuel, responsável pela reanimação do setor automotivo e pela ressurreição do álcool como opção de combustível. De 2003 a 2009, o carro que decretou o fim do monocombustível acumulou ao redor de 70% das vendas dos automóveis nacionais.

Um carioca, outro pernambucano, eles construíram suas carreiras políticas em São Paulo, que ao longo dos mandatos de ambos perdeu a maioria da produção de veículos para novas praças. Se em 1990, o estado paulista concentrava 75% de todo volume de veículo fabricado no País, em 2008 detinha apenas 45%.

Uma causa do enorme recuo de São Paulo como centro produtor de veículos costuma ser imputada ao custo trabalhista, engordado por movimentos comandados pelo então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva, que terá sua trajetória de vida de retirante nordestino à presidência da República contada a partir de janeiro nos cinemas de todo País no filme Lula, o filho do Brasil.

Se em outros tempos, como sindicalista, Lula pode ter sido identificado como agente de aumento de custos das montaoras, nos tempos de presidente da República tratou de incentivar o setor com a 
redução da carga de impostos. Resultado? Na soma de seus dois mandatos, a indústria automotiva acumulará por volta de 22 milhões de veículos produzidos, 8 milhões a mais que o recorde anterior, batido no período do governo FHC.


FONTE:
Jornal do Commercio (RJ)
 
 

 

Granvale - Todos os Direitos Reservados - Tel.: (12) 3627.1200
Powered by Interativa - www.grupointerativa.com.br - Tel.:(12) 3633.8202