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Falta de reforma trava Tom Jobim

Rio - Apesar da capacidade ociosa, o Aeroporto Internacional Tom Jobim ainda não viu o número de passageiros decolar. Segundo balanço da Infraero relativo a 2009, houve crescimento de 9,68% em relação a 2008, mas as 11,79 milhões de pessoas que passaram pelo terminal, que enfrenta problemas de infra-estrutura, estão muito aquém dos 15 milhões de passageiros que pode receber.
  
O crescimento contrasta com outros aeroportos, como o Santos Dumont (38,9%), Juscelino Kubitschek (16,9%), em Brasília, e principalmente com o de Viracopos, em Campinas (SP), que triplicou o movimento.
  
Suzana Lassance, 62 anos, dona de agência de viagens, diz que o aeroporto internacional carioca oferece um péssimo cartão de visitas da cidade.
  
"É muito precário e muito aquém de outros aeroportos. Os turistas têm impressão ruim. Eles comentam", conta.
  
O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), Carlos Alberto Amorim Ferreira, criticou o atraso na reforma. Segundo ele, houve abandono no passado e a burocracia atrapalha não só o andamento das obras urgentes como prejudica o planejamento do futuro.
  
"O de Guarulhos ficou saturado. Mas as companhias só se interessam quando há investimento. Se houver melhora, a resposta será rápida", diz.
  
Adalberto Febeliano, diretor de Relações Institucionais da Azul, companhia que alavancou Viracopos, diz que apesar dos problemas, o Tom Jobim tem grande potencial de crescimento e está nos planos da companhia passar a operar nele. "É uma questão de tempo", diz, sem revelar detalhes da estratégia.
 

Bom resultado internacional

O melhor resultado do Tom Jobim em 2009 foi em relação ao fluxo internacional de passageiros, que aumentou 17,32%. Já Guarulhos reduziu esse movimento em 4,71%. O aeroporto paulista transportou nas rotas internacionais 8,4 milhões, contra 2,6 milhões do carioca.

Procurada por O DIA, a Infraero não se pronunciou sobre o assunto. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse cabe às companhias solicitarem a operação nos aeroportos e a agência não tem poder para distribuir voos. Para o Tom Jobim haveria horários vagos.



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FONTE:
O Dia (RJ)
 
 

 

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