Cidades brasileiras precisam de sistema de ônibus rápido
Nova estrutura societária será investigada pela Ana
Para evitar novo caos aéreo, Gol cancela voos por e-mail e telefone
Competição Melhor Motorista de Caminhão define mais finalistas

Metrô: intervalos entre trens esquentam debate

Discussões sobre o intervalo entre os trens, a lotação dos vagões e a segurança da operação da Linha 1A (que liga Pavuna a Botafogo) deixaram o clima tenso ontem numa audiência pública na Alerj para debater as deficiências do metrô. Os principais embates foram sobre um termo aditivo do contrato de concessão à Metrô Rio, de dezembro de 2007. O documento estabelece que o tempo entre um trem e outro deve ser de quatro minutos e 45 segundos na Linha 1 e de seis minutos e 30 segundos na Linha 2. Mas a concessionária afirma que os intervalos praticados e possíveis têm sido de cinco minutos e 30 segundos em ambas as linhas.
  
O mesmo termo determina que os indicadores de desempenho do metrô fossem revistos pelo estado 180 dias após a assinatura do aditivo, portanto, em meados de 2008. Mas até hoje nenhuma revisão foi feita.
  
De acordo com Herval Barros, conselheiro da Agetransp - agência reguladora dos transportes públicos no Rio -, só depois disso o órgão poderá cobrar com mais precisão da concessionária, por exemplo, o cumprimento dos intervalos.
  
Na terça-feira, a Agetransp estipulou 15 dias para que a Metrô Rio solucionasse os problemas operacionais. Antes do término desse prazo, o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, prometeu agilizar a revisão dos indicadores, caso necessário.
  
Ele saiu da audiência garantindo que haverá rigor na exigência de melhorias. Mas amenizou as críticas aos intervalos de 5 minutos e 30 segundos: - Esse tempo é uma média do previsto para as linhas 1 e 2, que agora (com a Linha 1A) funcionam de forma interligada.
  
Caso uma revisão aumente o tempo entre as composições na Linha 1 para além dos quatro minutos e 45 segundos, seria a segunda vez que isso aconteceria.
  
No contrato original de concessão, o intervalo no trecho TijucaZona Sul deveria ser de três minutos para trens com seis carros. Essa meta, de acordo com Joubert Flores, diretor de Relações Institucionais da Metrô Rio, nunca foi cumprida.
  
Segundo ele, para que isso ocorresse, seriam necessários 23 dos 32 trens do metrô operando apenas na Linha 1, o que aumentaria muito o intervalo na Linha 2. No termo aditivo de 2007, segundo Júlio Lopes, a ampliação do intervalo para a Linha 1 representou uma adequação à realidade.
  
Joubert afirmou que o intervalo só poderá cair em ambas as linhas após a chegada, a partir do primeiro semestre de 2011, dos 114 carros novos, que representarão mais 19 trens.
  
- Se fôssemos cumprir os quatro minutos e 45 segundos na Linha 1, teríamos uma situação pior do que agora - disse ele, admitindo que, sem a revisão dos indicadores de desempenho do termo de 2007, a concessionária trabalha sem um parâmetro formal para questões como a dos intervalos.
  
Para o deputado Alessandro Molon (PT), no entanto, se esses itens não foram revistos, devem valer os índices de 2007.
  
Ele, assim como outros deputados, defendem a instauração de uma CPI sobre o metrô. O parlamentar pediu ainda a apresentação à Alerj de um estudo de viabilidade técnica e operacional da Linha 1A, que Júlio Lopes prometeu entregar segunda-feira.
  
O pedido foi feito por causa de dúvidas sobre a segurança da Linha 1A, num trecho próximo à Central. A suspeita levou o Ministério Público a pedir à Justiça a suspensão da linha, com a volta da baldeação no Estácio. A Justiça analisa o pedido.




<% response.write mostrainformativo ("titulo") %>
<% response.write mostrainformativo ("texto") %>

<% response.write mostrainformativo ("fonte") %>

 


FONTE:
O Globo
 
 

 

Granvale - Todos os Direitos Reservados - Tel.: (12) 3627.1200
Powered by Interativa - www.grupointerativa.com.br - Tel.:(12) 3633.8202