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Falta de autopeças já afeta algumas montadoras no País
A forte demanda do mercado brasileiro já começa a afetar o fornecimento de alguns tipos de componentes. A Renault está com dificuldades para montar seus automóveis por causa do abastecimento irregular por parte de fornecedores de autopeças, segundo informou o sindicato dos metalúrgicos da Grande Curitiba. Nos últimos quinze dias, a empresa registrou a falta de algumas peças que abastecem a linha de produção, como pastilha de freio, retrovisores, chicotes e vidros, segundo Robson Jamaica, coordenador de delegação sindical. A dificuldade fez com que a montadora tivesse que flexibilizar a linha, com a montagem de veículos com maior número de peças disponíveis. "A empresa teve que refazer sua programação e reduziu o ritmo de produção", diz. A montadora, que produz os modelos Scénic, Mégane Sedã, Mégane Grand Tour e Logan, não se pronunciou sobre o assunto até o fechamento desta edição, mas o representante sindical diz que a companhia teve que reduzir a velocidade de montagem dos veículos, de 42 carros por hora para 40 veículos/hora no primeiro turno. De acordo com Jamaica, o aumento da demanda por parte das montadoras colocou pressão sobre a cadeia de fornecedores. A Renault deve elevar sua produção, de 68 mil, no ano passado, para 111 mil em 2007.

Peugeot Citroën - O grupo PSA Peugeot Citroën também teve problemas para montar os automóveis na sua fábrica de Porto Real (RJ) por falta de capacidade dos fornecedores brasileiros e argentinos, segundo informou Maurício Martins, diretor de compras para a América Latina, sem revelar quais itens de peças está mais difícil de comprar no mercado brasileiro. Depois de implantar o terceiro turno e contratar 700 funcionários, o grupo busca agora agilizar o abastecimento na fábrica. Para atrair mais fornecedores - hoje o grupo compra peças de cerca de 300 autopeças do Mercosul -, a montadora francesa montou um showroom em São Paulo, onde expôs 1.700 componentes importados. O objetivo é atrair os fornecedores para participar do programa de nacionalização.Hoje os carros produzidos pelo Grupo PSA na esfera do Mercosul tem 85% de índice de nacionalização e a meta da empresa é elevar esse conteúdo para 100%.

Importação limita a Volvo - Na Volvo do Brasil, a principal limitação é o fornecimento de peças e componentes de caixa de câmbio e eixo traseiro importados da Suécia que são usados na linha de caminhões. A fábrica na Europa está no limite da capacidade em função do aquecimento global do mercado de caminhões. "Poderíamos colocar no mercado o equivalente a mais um mês de produção que teríamos demanda. Só que não podemos executar esse plano porque não temos peças", diz Bernardo Fedalto, gerente da área de caminhões. "Vamos perder market share por conta desse cenário, apesar de zerarmos o nosso estoque todo mês", diz. Segundo ele, já há previsão de ampliação da fábrica na Suécia, mas os volumes devem ficar abaixo do necessário ainda por um certo tempo.

"Se o mercado continuar aquecido, esse cenário deve se manter pelo menos até o final do primeiro semestre de 2008", afirma. A Volvo do Brasil, de acordo com o executivo, já poderia estar operando com o segundo turno de produção se não fosse essa limitação. Hoje são montados 47 veículos entre caminhões pesados e semipesados por dia na fábrica na cidade de Curitiba.

Ato sindical afeta a Ford - Segundo o diretor do sindicato dos metalúrgicos de Camaçari (BA), Júlio Bonfim, o que pode ter prejudicado o fornecimento de autopeças à Ford na Bahia foi a paralisação por 24 horas dos trabalhadores das empresas ThyssenKrupp e Jardim Autopeças no último dia 24. Os metalúrgicos baianos estão em campanha salarial e ainda não foram atendidos na reivindicação de reajuste salarial de 8%. A Delegacia Regional do Trabalho intermedia as negociações e já propôs 7%, mas as empresas não aceitaram. A própria Ford já foi vítima de uma paralisação, que vem ocorrendo a cada dia numa empresa diferente do setor. A ThyssenKrupp e a Jardim Autopeças produzem suspensão dianteira e peças de estamparia para o Complexo Ford do Nordeste. O sindicalista disse que ouviu de um diretor da Thyssen que a paralisação dos trabalhadores no dia 24 de agosto teria causado "uma bolha" na produção. Por isso, segundo Bonfim, as empresas estariam convocando trabalhadores para fazerem horas-extras a fim de recuperar o que deixou de ser produzido e atender a demanda, que funciona em regime de just in time.

Os trabalhadores, por sua vez, estão se recusando a fazer horas-extras. "A “bolha” na produção das duas fornecedoras poderá causar problemas à Ford", diz Júlio Bonfim. Recém-ampliada, a fábrica da General Motors em Gravataí (RS) não enfrenta problemas de abastecimento de suprimentos, pois vários dos 17 sistemistas localizados no site da empresa tiveram de aumentar a produção para atender o crescimento da demanda.

Conforme o sindicato dos trabalhadores nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico da cidade, alguns sistemistas que trabalhavam um turno passaram a operar em dois e outros fornecedores que funcionavam em dois turnos tiveram de apelar para o terceiro turno. A unidade gaúcha, responsável por mais de 40% da produção da GM no País, foi duplicada e tem hoje uma capacidade para até 240 mil veículos/ano. Após sete anos de operação, a fábrica está chegando à marca de 900 mil veículos montados, sendo quase 50 mil do modelo Prisma, lançado em outubro do ano passado. O outro modelo fabricado em Gravataí é o Celta. Ambos têm uma fila de espera que pode chegar a 60 dias, sendo que a média mensal de produção tem sido de 12 mil unidades do Celta e 5 mil do Prisma.


FONTE:
Gazeta Mercantil
 
 

 

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